domingo, dezembro 23, 2012

.:A OUTRA DO EDGAR:.

[teclado sem acento]

Peguei meu marido com outra.

Foi assim. Abri o Facebook e la estava o bonito numa fotografia da minha cunhada. Ao lado deles, na foto, uma mulher gorda-balofa sorrindo como se nada tivesse acontecido. Ela era feia, descabelada e usava uma roupa que so fazia valorizar cada gordura do seu corpo.

E o susto quando percebi quem era aquelazinha?

A outra, era eu.

Gorda, descuidada, mal-vestida. Quis morrer.

Ta certo que eu decidi aproveitar o meu momento mae e desencanar um pouco da balanca, mas jogar a toalha de vez nao pode, gente!

Como e dificil resistir as tentacoes e sair desse caminho calorico!

Oh, quem podera me ajudar?


[e nao me diga, o Chapolin Colorado]

quarta-feira, dezembro 12, 2012

.:PAREI, PENSEI, DECIDI:.

Pela quantidade de post (2) do último mês (novembro), dá pra notar que não estou muito empenhada com minha alimentação, né?

Por isso, parei pra pensar se deveria continuar com esse diário.

É sabido (afinal são mais de 350 textos sobre isso!) que tenho sérios problemas em estabelecer uma relação saudável com a balança. 

Fiz regime com orientação médica, dieta maluca, promessa pra santo milagreiro, greve de fome e até reduzi o estômago. São muitos anos de luta, muitas histórias que passaram e outras que ainda estão por vir.

O blog foi um divisor de águas na minha vida porque me ajudou a enxergar que (1) o caso é sério, (2) outras pessoas *especiais* passam por isso e são solidárias, (3) o caminho certo só depende de mim e (4) não existe vitória sem renúncia.

Enfim, aprendi muito comigo e com vocês. Cada comentário me levou a uma reflexão, por isso, sou grata a cada um deles.

Hoje estou passando por uma fase diferente. Meu foco está muito mais na minha família do que no meu prato de comida. Eu sei que posso estar equivocada, mas eu tenho um defeito sério (e já disse isso aqui). Eu só faço o que quero e quando quero. E hoje o que eu mais quero é viver o momento com meu filho. Curtir cada minuto, tirar foto, filmar, rolar na cama, fazer caras e bocas para ele dar risada, dar três banhos por dia quando estiver calor, beijar, abraçar, amar!

Hoje não estou preocupada em emagrecer (embora devesse estar).

Hoje eu só quero ser mãe e esposa.


Eu sei. Você vai dizer que eu estou errada, que eu não deveria me deixar tanto de lado, que deveria equilibrar os papéis. Verdade. Só que eu não consigo nesse momento. E resolvi aceitar. Aceitar que eu preciso emagrecer, mas que não vou fazer isso agora.

O que eu prometo é que NÃO vou perder totalmente o foco do emagrecimento e da alimentação saudável. Aqui e ali, vou continuar tentando fazer boas escolhas.

Resumindo, talvez, nesse momento, fosse mais honesto dar um tempo no blog, mas esse espaço é muito importante para mim e não quero abrir mão dele. Eu preciso do blog, preciso escrever sobre o assunto porque escrever me faz pensar. Eu quero um dia voltar a vencer a balança (ainda que seja apenas uma batalha).

Por isso, sinto muito, mas continuarei por aqui. Mesmo que seja apenas para postar de vez em quando e dizer que tudo continua na mesma.

Super entendo quem não quiser mais me seguir ou aparecer por aqui para ver o que está rolando. Porém, um dia (pode ser hoje ou daqui a um século) eu volto com tudo e você vai se orgulhar de mim!

quarta-feira, dezembro 05, 2012

.:O CAUSO DA PADARIA:.

Mais um daqueles causos que só acontecem com as gordinhas.

Semana passada, meu marido e eu tivemos um dia de gordice total e resolvemos enfiar o pé na jaca.

Já fazia mais de duas semanas que estávamos evitando doces, refrigerantes e outras guloseimas. E, por isso, a gente não estava mais frequentando a padaria que tem aqui perto porque ela só tem coisas gostosas.

Mas nesse fatídico dia, resolvi dar um pulinho na padaria para comprar algo bem calórico e delicioso.

Quando cheguei lá, tive a felicidade de encontrar um senhor que mora no meu prédio. Pro meu azar, ele estava atrás de mim na fila da padaria e me viu pedindo:
- Eu quero seis luas de mel. Duas de cada sabor. Quero também seis brigadeiros. Obrigada.

Muito delicadamente igual um hipopótamo ele me diz:
- Nossa menina, isso engorda, viu?

A minha vontade era falar umas boas verdades! Tipo assim: o cigarro que você fuma, mata!

Mas delicadamente, respondi:
- Eu sei, mas não estou preocupada.

Ah tá! Preocupada, eu até estava, mas eu tinha me permitido aquele deslize.

Enfim, até hoje tento entender porque as pessoas têm essa necessidade de controlar o que os outros gordinhos comem. Eu não saio apontando o dedo pros outros e dando conselhos diversos. Quero ser respeitada também. Se eu tô comendo algo calórico, dane-se. A escolha é minha, o corpo é meu! Sou eu que vou pagar pelas minhas escolhas e não o senhor da padaria.